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Não deixe a Síndrome da Impostora assumir o controle de você

Alguns dias atrás recebi a tarefa de escrever sobre a Síndrome da Impostora, e fui buscar fontes para entender o que realmente significava essa exp

ressão. Não é uma doença, como o nome supõe. Na verdade, é um sentimento que muitas pessoas têm e não identificam – principalmente mulheres que são mães. É aquela voz interior que constantemente grita que nós, mães, não somos capazes de conquistar resultados. Nossa “régua interior” é altíssima: o tempo todo nos comparamos com os resultados dos outros.

O termo “Síndrome da Impostora” foi inventado em 1978, pelas psicólogas norte-americanas Pauline Rose Clance e Suzanne Imes. Elas desenvolveram um estudo cuja ideia central envolvia a forma como cada um vê a si próprio, principalmente na área profissional. Pra você entender melhor, vou citar aqui alguns sintomas da impostora:

– Procrastinação: essa palavra escutei muito nos treinamentos de autodesenvolvimento de que participei ao longo da minha carreira, e nada mais é do que o fato de adiarmos tarefas por medo de errar, medo de não saber o suficiente – e aqui me incluo, afinal, quando comecei a escrever este artigo a minha “impostora” gritou dentro do meu Eu.

– Autossabotagem: o clássico sintoma dessa síndrome, que é a inversão de prioridades. Você deixa de fazer o que gera resultado, optando muitas vezes por fazer o supérfluo, alimentando o sentimento da eterna culpa por não priorizar.

– Perfeccionismo: certa vez, em um curso de que participei, escutei uma frase que dizia assim “antes feito do que perfeito”. Cheguei a pensar se essa frase não era uma justificativa para fazer algo mal feito. Hoje, entendo que o perfeccionismo é mais um sintoma da Síndrome da Impostora. Principalmente para nós, mulheres e mães, buscamos o “dia a dia perfeito” e muitas vezes deixamos de fazer algo exatamente por conta do perfeccionismo.

– Necessidade de se esforçar mais: outro sentimento da “síndrome”, no qual às vezes me encaixo muito, principalmente na área profissional. Por muito tempo, acreditei – e aqui posso até listar isso como uma crença limitante – que, para conquistar algo, precisaria me esforçar muito mais do que os outros. E aqui a impostora age com o cansaço mental, emocional e até mesmo físico. Por mais dedicação e esforço para a conquista, nunca acreditamos que foi o suficiente e por vezes desistimos no caminho. Quem nunca passou por isso?

– Comparação: nos dias de hoje, em meio à pandemia do coronavirus, a comparação ficou ainda maior e ganhou espaço no cotidiano das famílias por meio das redes sociais. Diariamente, nos comparamos com os amigos virtuais e suas “vidas perfeitas”. Vamos lá: quando olho aquela amiga virtual sendo a “mulher maravilha”, com tudo em dia (atividade física, alimentação saudável, homeschooling em dia com as crianças, casa toda arrumada e ainda aquela imagem de “profissional de sucesso”), inevitavelmente o sentimento de fracasso cresce, a autoestima diminui e a impostora sorri para nós. Vale lembrar que somos muito mais do que esse sentimento negativo que surge a partir da comparação com as “vidas perfeitas” das redes sociais.

– Sensação de “nunca terminar nada”: muitas vezes começamos tarefas e não finalizamos, pelo simples fato de que acreditamos que não somos capazes e merecedores de tal conquista. Não se cobre por isto! Por muito tempo, começava a leitura de livros e não finalizava. Hoje, entendi que está tudo bem, que ler é importante, mas que é preciso priorizar aquelas obras que realmente farão a diferença na minha formação profissional.

A Síndrome da Impostora é muito comum entre nós, mulheres. Por isso, é muito importante falarmos e dividirmos esse sentimento. Não estamos sozinhas. No livro A Coragem de Ser Imperfeito (esse eu terminei a leitura!), a professora norte-americana Brené Brown traz uma frase fantástica: “Vulnerabilidade soa como verdade e é sinal de coragem. Verdade e coragem nem sempre são confortáveis, mas nunca fraquezas”.

Portanto, a “impostora”, “voz interior” ou como você queira chamar, é um sentimento negativo que não podemos alimentar e deixá-lo crescer em nossa mente. Para neutralizá-lo e superá-lo, é fundamental desenvolver o autoconhecimento e fortalecer a nossa autoestima.

Busque se conhecer, entender suas habilidades, desenvolver seus pontos fortes, fortalecer sua identidade, e principalmente amar-se incondicionalmente. Foi por meio dessas ações que enfrentei a minha “impostora” e finalizei este texto.

Ana Paula Ferraz é diretora e co-fundadora da MamaJobs, administradora de empresas e mãe do João Pedro, do Bernardo e do Guilherme

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