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  • Mariana Gabrijelcic

Método Scrum e Metodologia Agile: você sabe o que é?

Em uma era em que produtos se tornam “obsoletos” rapidamente e a concorrência é cada vez mais acirrada, as empresas buscam mais agilidade em seus processos. Nesse contexto, nos últimos anos as chamadas “metodologias ágeis” de trabalho vêm ganhando espaço no mercado. E é aí que entram Metodologia Agile e o Método Scrum, duas expressões que provavelmente você já deve ter ouvido por aí, mama. Mas o que elas significam, afinal?


A Metodologia Agile surgiu a partir do Manifesto Agile, documento criado nos Estados Unidos, no ano de 2001, por um grupo de 17 profissionais de TI. Eles estavam insatisfeitos com a forma tradicional de gestão de projetos de software, por meio da qual a descoberta de erros em um produto se dava frequentemente apenas no final do processo de desenvolvimento – sobretudo por conta da falta de comunicação entre equipes e dentro das equipes durante o projeto. O resultado era retrabalho e atrasos na entrega do produto para o cliente.


Dividido em 12 princípios, o Manifesto Agile defendia basicamente mais interação entre os profissionais durante o desenvolvimento de um produto, com o objetivo de aumentar a produtividade, a eficácia e a agilidade dos projetos, reduzindo assim os erros e permitindo entregas mais rápidas aos clientes. Entre as “metodologias ágeis” que nasceram a partir do manifesto destacam-se a Kanban, a XP e a mais “popular” de todas, o Método Scrum.


O Scrum é usado exatamente para a gestão dinâmica de projetos, e foi criado para ser aplicado principalmente no desenvolvimento rápido de softwares. Com o passar dos anos, contudo, acabou ultrapassando as fronteiras da indústria de TI e chegou a vários outros segmentos de mercado.


Por meio desse método, o projeto desenvolvido por uma equipe é dividido em etapas – chamadas de “sprints” – que duram, geralmente, duas semanas. Esse curto período de tempo acaba fazendo com que a equipe controle o seu trabalho de forma mais eficaz. Durante os “sprints”, os times se reúnem diariamente em reuniões de cerca de 15 minutos, nos quais os membros compartilham dificuldades, avanços e pendências, e a partir daí estabelecem prioridades para que o projeto evolua de forma mais produtiva e ágil.


Todo esse processo, em que o trabalho em equipe faz toda a diferença, evita que erros no desenvolvimento de um produto sejam descobertos apenas no final do projeto – o que geraria retrabalho e atraso na entrega para o cliente. Portanto, é um método que contribui de forma decisiva para o cumprimento de prazos e entregas de melhor qualidade.


Além disso, permite que projetos sejam alterados rapidamente, o que tem tudo a ver com o mundo em que estamos vivendo hoje, repleto de ágeis mudanças, as quais se intensificaram ainda mais por conta dos reflexos da pandemia do coronavírus.


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